PRINCIPAIS DOENÇAS DAS AVES
AQUI VOCÊ FICA POR DENTRO DAS PRINCIPAIS DOENÇAS DAS AVES NA ÁREA DA AVICULTURA.
quinta-feira, 21 de março de 2013
domingo, 17 de março de 2013
CÓLERA AVIÁRIA
Característica da Doença
É uma enfermidade contagiosa, amplamente disseminada na região, que acomete aves domésticas: galinhas, patos, perus, marrecos, gansos, angolas, enfim todas as aves de quintal e de criação industrial e silvestre. Ela geralmente ocorre em surtos que se instala subitamente, produzindo alta morbidade (várias aves adoecem) e alta mortalidade, chegando a 90%, mas, também, ocorrem infecções crônicas e sem sintomas. É causada pela bactéria Pasteurella multocida.Nos lugares em que aparecem uma vez, costuma reaparecer anualmente, a não ser que se tomem as medidas adequadas de combate.
Sintomas
A cólera costuma aparecer de maneira explosiva, matando subitamente algumas aves. O criador freqüentemente refere que a ave estava boa ao ir para o poleiro e amanheceu morta no dia seguinte; ou, então, que ela estava esperta e de repente deu uns pulos para o ar e morreu logo. As aves doentes apresentam:
a) abatimento e febre;
b) cristas e barbelas edemaciadas (inchadas) e cianóticas (azuladas); c) boca cheia de baba espessa (gosma); d) diarréia verde amarelada abundante; e) penas insufladas (eriçadas); f) aumento da freqüência respiratória; g) base dos pés e joelhos quentes e edemaciados; h) fígado descolorado, lembrando fígado cozido; | |||
Transmissão
Muitas vezes se processa por meio de moscas, parasitas aviários, pássaros ou pombos. A bactéria se dissemina através da contaminação da água e alimentos. Tratamento Recomendado Pode ser feito com medicamento a base de sulfas ou antibióticos, cujo efeito ainda não foi comprovado, e o alto custo inviabiliza o tratamento, a não ser em plantéis de alto valor zootécnico. Consulte o Médico Veterinário. A melhor forma de prevenir é através da vacinação de todo o plantel com a vacina viva, com orientação do Médico Veterinário. Deve-se ter cuidado com as aves portadoras da cólera, aparentemente sãs, quando introduzidas em lote saudável, passa a doenças às aves, que adoecem e na maioria morrem, sobrando algumas que ficam também portadoras.
Prevenção
|
segunda-feira, 4 de março de 2013
A Bronquite Infecciosa das Galinhas é uma doença altamente perigosa, de
origem viral, de caráter agudo que acomete aves, em ambos os sexos, seja na
criação para produção de carne, seja na criação para produção de ovos, nas mais diferentes idades, em praticamente todas as regiões do mundo onde existe
Avicultura Industrial ou não.
Os sinais clínicoss são lesões macrocóspicas e histopatológicas são variadas,
dependendo desde as condições ambientais e finalidade das aves, patotipos
envolvidos, associação com outros patógenos, idade das aves, etc.
ETIOLOGIA
A Bronquite Infecciosa das Galinhas é uma doença viral, de caráter agudo,
altamente infecciosa que acomete os tratos respiratório e genito-urinário das aves.
TRANSMISSÃO
O virus da bronquite infecciosa é talvez, o virus que se dissemina mais rapidamente entre as aves,
não necessitando de vetores para sua transmissão, dando-se de ave doente à ave sadia, por contato direto ou indireto, em qualquer estágio respiratório. O local
primário de replicação, independente da cepa, é no tecido epitelial do trato
respiratório superior.
Em geral, os portadores podem transmitir o virus até 2 mêses depois da infecção
inicial e as aves recuperadas da infecção permanecem susceptíveis a uma outra
infecção por outro sorotipo.
Resumo da Transmissão:
1-Via aerossol: trato respiratório , 4 semanas em média
2-Via fezes: muitas semanas
3-Dentro de um lote: 18 a 96 horas, sendo que a transmissão por aerossol, 18 a
36 horas já existem sinais respiratórios.
4-Entre lotes: depende das condições de isolamento entre eles (idem a granjas)
5-Em granjas de múltipla idade a transmissão é rápida (2 a 5 dias). Lotes grandes podem apresentar aves em diferentes estágios de imunidade , em diferentes
estágios de infecção.
PREVENÇÃO E CONTROLE
O controle da bronquite infecciosa está relacionado com prevenção da infecção dentro do lote. Impedir a transmissão para outros lotes e para outras granjas através de medidas de manejo e vacinação, já que este virus, quando presente, é altamente invasivo, disseminando-se rapidamente no organismo da ave. No aspecto de manejo, como a principal via de transmissão é a via aérea e o virus se espalha rapidamente dentro do lote, podemos tentar impedir a transmissão para outros galpões através do controle do fluxo de pessoas, banho, troca de roupa, impedir o acesso de veículos de ração, ovos de área não infectada
para áreas infectadas. Isto á válido para outras granjas próximas também. No caso de granjas de múltipla idade, em algumas áreas intensamente povoadas,
este trabalho de manejo para impedir a transmissão fica quase impossível. Outra forma de prevenção é a vacinação. Para selecionarmos uma cepa vacinal, o
ideal seria isolar e tipificar as cepas que estão causando problemas de campo.
Infelizmente no Brasil este trabalho não é rotineiro e existem apenas tentativas
isoladas neste sentido.
VACINAS
Vacinas atenuadas: derivam da baixa virulência do virus e têm a função de prevenir e controlar infeções em frango de corte e sensibilizar poedeiras comerciais e reprodutoras jovens. Vacinas muito atenuadas não se replicam nas aves, vacinas pouco atenuadas podem provocar reações severas ou doença (salpingite, ooforite), dependendo do título do virus na vacina, via de aplicação (oral, ocular, pulverização, água de bebida), do nível de Ac no momento da aplicação, sanidade do plantel, etc.
Vacinas inativadas: não provocam reação ou doença. Conferem um
estímulo antigênico com títulos altos e uniformes para proteger a produção e a qualidade dos ovos, porém não impedem infeção das vias respiratórias superiores.
Necessitam de prévia sensibilização por vacina viva. Sorotipos Mass. Arkansas, D274.
quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013
Coccidiose uma Ameaça na Criação
A Coccidiose é uma doença mundialmente distribuída em aves, é transmitida pelo parasita protozoário do gênero Eimeria e do Gênero Isospora. São protozoários altamente resistentes no meio ambiente, tanto a desinfetantes quanto a alguns medicamentos. A transmissão é feita através da ingestão da forma infectante, o oocisto. No gênero Eimeria cada oocisto pode se transformar em 1800 novas formas e no gênero Isospora possui oocisto com dois esporocistos contendo quatro esporozoítos cada um, somando oito esporozoítos.
A coccidiose passa geralmente despercebida pois o parasita vive no intestino sem causar estragos mas em qualquer momento, geralmente numa situação de stress, começa a reproduzir-se rapidamente e então já pouco podemos fazer.
Os sintomas mais comuns dependem do tipo de coccídia e sua localização no intestino dos pássaros, emagrecimento, caquexia (peito seco), despigmentação da pele, diarréia hemorrágica, depressão (ficam quietas, param de cantar), dor abdominal, respiração acelerada, fezes com muco, dificuldades no processo de muda, e diminuição reprodutiva considerável, alta mortalidade de filhotes.
Quando o Médico Veterinário não consegue diagnosticar a Coccidiose, todo o plantel pode ficar contaminado, ou seja, a contaminação se espalha para toda a criação.
Há dois tipos de tratamento, geralmente a base de coccidiostáticos (agem no desenvolvimento do parasita) ou coccidicida (matam o agente), porém esses tratamentos devem ser acompanhados com exames de fezes antes e depois da medicação, para analisarmos sua eficácia, no caso dos medicamentos a base de Sulfa, dependendo da dose, o medicamento age como coccidiostáticos e coccidicida.
segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013
A doença de Marek é uma das enfermidades neoplásicas que causam grandes perdas econômicas na indústria avícola mundial. É uma doença linfoproliferativa comum em galinhas, usualmente é caracterizada por infiltração de células mononucleares nos nervos periféricos e em outros órgãos e tecidos, como a íris e a pele.
ETIOLOGIA:
A doença é causada por um herpesvírus, o que a distingui etiologicamente das outras doenças linfóides das aves.
EPIDEMIOLOGIA:
Os hospedeiros naturais são galinhas, codornas, perus e faisões. Patos, pardais, perdizes e pombos são provavelmente espécies refratárias.
TRANSMISSÃO:
A transmissão da doença pode ocorrer por contato direto e indireto entre as aves e aparentemente por via aérea. Aves infectadas pelo vírus liberam-no através da descamação dos folículos da pena (principal fonte de infecção). Uma vez infectada a ave libera o vírus indefinidamente. A transmissão indireta dá-se por contaminação de equipamentos, alimentos, pessoas, animais e insetos (Alphitobius diaperinus), que podem entrar em contato com os lotes aviários.
SINAIS CLINICOS:
Os sinais característicos da doença de Marek produzidos por cepas virulentas são nervosos, devido à disfunção do nervo periférico. Os principais sinais são paresia progressiva, paralisia de uma ou mais extremidades, pescoço pendular, dilatação no papo, incoordenação e cegueira unilateral e bilateral. As aves também mostram caquexia, anorexia, depressão, desidratação e diarréia.
TRATAMENTO E CONTROLE:
Limpeza e desinfecção reduzem o número de partículas de vírus, reduzindo as contaminações das aves. A vacinação é uma importante prática profilática
IMAGENS:
sábado, 23 de fevereiro de 2013
Bouba Aviária
A bouba aviária, também conhecida como varíola aviária, é uma enfermidade causada por vírus e que afeta tanto espécies de aves domésticas como também as silvestres. Esta doença se caracteriza pela sua disseminação lenta e pode se apresentar nas formas cutânea, diftérica e sistêmica.
Etiologia A bouba aviária é causada por um vírus DNA envelopado do gênero (Avipoxvírus pertencente à família Poxviridae).
Transmissão
A transmissão do vírus da bouba aviária ocorre de forma mecânica, quando este tem acesso a soluções de continuidade. Insetos hematófagos podem transmitir o vírus quanto estes, primeiro, se alimentam em aves infectadas e posteriormente em aves sadias. A infecção também pode ocorrer por aerossol contaminado em ambientes com acúmulo de penas e crostas secas contendo o vírus. Esta situação é favorável tanto para infecção por via respiratória como cutânea.
Sinais Clínicos
Os sinais clínicos podem se apresentar de acordo com as duas formas da doença, a cutânea ou a diftérica. Na forma cutânea, as lesões são encontradas nas regiões sem penas. Estas se apresentam na forma de nódulos, ocorrendo, principalmente, na crista, pálpebras, barbelas e outras regiões despenadas. Em aves de companhia podem ocorrer também na região do tarsometatarso e dedos. Na forma diftérica, ocorrem lesões amareladas na mucosa da boca, esôfago, traquéia, podendo ser acompanhada ou não de corrimentos.
Tratamento e Controle
Não existe tratamento específico para aves infectadas com poxvírus. Em aves de companhia pode se realizar um tratamento de suporte, não curativo. Uma das formas para o controle desta enfermidade é através do uso de vacinações. Na indústria avícola, se utiliza principalmente as vacinas vivas atenuadas do vírus galinha e do vírus pombo, entretanto existem outras vacinas.
terça-feira, 19 de fevereiro de 2013
Doença Newcastle
Doença de Newcastle na Avicultura
A doença de Newcastle (DNC) é uma enfermidade viral, aguda, altamente contagiosa, que acomete aves silvestres e comerciais, com sinais respiratórios, frequentemente seguidos por manifestações nervosas, diarréia e edema da cabeça. A manifestação clínica e a mortalidade variam segundo a patogenicidade da amostra do vírus. Essa patogenicidade pode variar de muito alta (amostra velogênica), para intermediária (amostra mesogênica) a muito baixa (amostra lentogênica). O agente viral pertence à Família Paramyxoviridae, Gênero Avulavirus. A DNC é considerada uma doença de distribuição mundial, com áreas onde é endêmica, ou com áreas/países considerados livres da doença.
Dependendo da virulência da cepa viral, pode manifestar-se em diferentes graus de severidade, que variam desde uma infecção subclínica, onde os sintomas são inaparentes ou discretos, até uma doença fatal, que aparece repentinamente e resulta em alta mortalidade das aves.
.Velogênico Viscerotrópico: possui alta patogenicidade, levando a altos índices de mortalidade. As lesões mais comuns neste caso são intestinais e respiratórias hemorrágicas.
.Velogênico Neurotrópico: são cepas altamente patogênicas que apresenta sintomas respiratórios e nervosos, levando a um índice elevado de mortalidade.
.Mesogênico: esse tipo possui um baixo índice de mortalidade e, geralmente, acomete animais jovens. Apresenta sintomatologia respiratória mais branda e, certas vezes, sintomas nervosos. Causa queda na postura de ovos.
.Lentogênica ou Vacinal: estas cepas são utilizadas na fabricação de vacinas. Os sintomas apresentados são infecções respiratórias brandas. Quando os valores do IPIC (índice de patogenicidade de uma cepa viral) são inferiores a 0,6 não causam a doença.
.Entérica Assintomática: essa cepa ataca o intestino, levando a infecções entéricas. Também está sendo utilizada na fabricação de vacinas.
Os sinais clínicos apresentados são semelhantes a outras doenças infecciosas que causam sintomas digestivos e respiratórios. Os animais acometidos apresentam conjuntivite, secreções nasais, dificuldade para respirar (bico aberto), fezes de coloração esverdeada (do início ao final da doença), dificuldade de permanecerem em pé, torcicolo e paralisia.
A principal via de transmissão é a horizontal (de ave para ave), através de aerossóis. O vírus é eliminado na fase de incubação, na fase clínica e na convalescença da doença. O vírus está presente no ar expirado, nas descargas respiratórias, nas fezes, nos ovos de aves doentes e em todas as partes da carcaça.
Não há tratamento. Deve ser feito um controle e prevenção da doença através da vacinação e como: restrição do acesso de pessoas, aves e seus produtos à granja e medidas sanitárias adequadas.
Vejam o estrago que essa doença faz com as aves:
Assinar:
Postagens (Atom)






