segunda-feira, 4 de março de 2013


 
BRONQUITE INFECCIOSA

A Bronquite Infecciosa das Galinhas é uma doença altamente perigosa, de

origem viral, de caráter agudo que acomete aves, em ambos os sexos, seja na
criação para produção de carne, seja na criação para produção de ovos, nas mais diferentes idades, em praticamente todas as regiões do mundo onde existe
Avicultura Industrial ou não.
Os sinais clínicoss são lesões macrocóspicas e histopatológicas são variadas,
dependendo desde as condições ambientais e finalidade das aves, patotipos
envolvidos, associação com outros patógenos, idade das aves, etc.
ETIOLOGIA
A Bronquite Infecciosa das Galinhas é uma doença viral, de caráter agudo,
altamente infecciosa que acomete os tratos respiratório e genito-urinário das aves.
TRANSMISSÃO
O virus da bronquite infecciosa é talvez, o virus que se dissemina mais rapidamente entre as aves,
não necessitando de vetores para sua transmissão, dando-se de ave doente à ave sadia, por contato direto ou indireto, em qualquer estágio respiratório. O local
primário de replicação, independente da cepa, é no tecido epitelial do trato
respiratório superior.
Em geral, os portadores podem transmitir o virus até 2 mêses depois da infecção
inicial e as aves recuperadas da infecção permanecem susceptíveis a uma outra
infecção por outro sorotipo.
Resumo da Transmissão:
1-Via aerossol: trato respiratório , 4 semanas em média
2-Via fezes: muitas semanas
3-Dentro de um lote: 18 a 96 horas, sendo que a transmissão por aerossol, 18 a
36 horas já existem sinais respiratórios.
4-Entre lotes: depende das condições de isolamento entre eles (idem a granjas)
5-Em granjas de múltipla idade a transmissão é rápida (2 a 5 dias). Lotes grandes podem apresentar aves em diferentes estágios de imunidade , em diferentes
estágios de infecção.
PREVENÇÃO E CONTROLE
O controle da bronquite infecciosa está relacionado com prevenção da infecção dentro do lote. Impedir a transmissão para outros lotes e para outras granjas através de medidas de manejo e vacinação, já que este virus, quando presente, é altamente invasivo, disseminando-se rapidamente no organismo da ave. No aspecto de manejo, como a principal via de transmissão é a via aérea e o virus se espalha rapidamente dentro do lote, podemos tentar impedir a transmissão para outros galpões através do controle do fluxo de pessoas, banho, troca de roupa, impedir o acesso de veículos de ração, ovos de área não infectada
para áreas infectadas. Isto á válido para outras granjas próximas também. No caso de granjas de múltipla idade, em algumas áreas intensamente povoadas,
este trabalho de manejo para impedir a transmissão fica quase impossível. Outra forma de prevenção é a vacinação. Para selecionarmos uma cepa vacinal, o
ideal seria isolar e tipificar as cepas que estão causando problemas de campo.
Infelizmente no Brasil este trabalho não é rotineiro e existem apenas tentativas
isoladas neste sentido.
VACINAS
Vacinas atenuadas: derivam da baixa virulência do virus e têm a função de prevenir e controlar infeções em frango de corte e sensibilizar poedeiras comerciais e reprodutoras jovens. Vacinas muito atenuadas não se replicam nas aves, vacinas pouco atenuadas podem provocar reações severas ou doença (salpingite, ooforite), dependendo do título do virus na vacina, via de aplicação (oral, ocular, pulverização, água de bebida), do nível de Ac no momento da aplicação, sanidade do plantel, etc.
Vacinas inativadas: não provocam reação ou doença. Conferem um
estímulo antigênico com títulos altos e uniformes para proteger a produção e a qualidade dos ovos, porém não impedem infeção das vias respiratórias superiores.
Necessitam de prévia sensibilização por vacina viva. Sorotipos Mass. Arkansas,  D274.
                                                

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